A seleção de futebol do Irã chega à Copa do Mundo de 2026 com a firme intenção de que a sua sétima participação histórica seja a definitiva para dar o grande salto. Sob as ordens de Amir Ghalenoei, o combinado asiático assinou uma classificação impecável nas eliminatórias da AFC.
Em 21º lugar do Ranking Fifa e com um valor de mercado total de 34,68 milhões de euros, o Irã chega à América do Norte como um osso extremamente duro de roer.
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História em Copas: o eterno desafio da primeira fase
A trajetória do Irã nas Copas do Mundo combina momentos de enorme resistência tática com a frustração de nunca ter conseguido superar a instância inicial. Contando com a presença em 2026, o Irã acumula sete participações (1978, 1998, 2006, 2014, 2018, 2022 e 2026).
Na França em 1998, conquistaram sua primeira vitória histórica ao derrotar os Estados Unidos por 2 a 1, enquanto no Catar em 2022 alcançaram o primeiro triunfo contra um europeu, batendo Gales por 2 a 0.
Sem dúvida, a sua atuação mais sólida em nível defensivo e de pontuação ocorreu na Rússia em 2018. Naquela edição, somaram o recorde nacional de quatro pontos após vencerem o Marrocos (1-0) e arrancarem um empate heroico contra a Portugal de Cristiano Ronaldo (1-1).
Análise tática: a disciplina operária de Amir Ghalenoei
O estrategista Amir Ghalenoei manteve a essência histórica do futebol iraniano: um bloco baixo-médio sumamente ordenado, solidário nas coberturas e letal quando encontra espaços para contragolpear.
O Irã costuma se estruturar sob um sistema 4-2-3-1 ou 4-5-1 em fase defensiva, onde o meio-campo liderado pelo combativo Saeed Ezatolahi cumpre um papel fundamental para asfixiar os circuitos de jogo do rival.
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A retaguarda conta com a experiência do veterano Shojae Khalilzadeh e com a elasticidade sob as traves do goleiro mundialista Alireza Beiranvand. A grande virtude tática da equipe é a paciência; eles sabem sofrer os jogos e desgastar psicologicamente o oponente antes de lançar transições em altíssima velocidade.
Estrelas e mercado: o peso de Taremi no ataque
Apesar de ser um elenco totalmente focado no trabalho coletivo, o Irã conta com individualidades de peso no setor ofensivo.
- A Promessa de Drible: O jogador com maior valor de mercado atual é o desequilibrante ponta Mehdi Ghayedi, avaliado em 4,50 milhões de euros, seguido de perto pelo ponta-esquerda do FC Rostov, Mohammad Mohebi (2,80 milhões de euros).
- A Referência Máxima: O nome mais emblemático, hierárquico e temido pelos defensores continua sendo Mehdi Taremi. O experiente centroavante, atualmente nas fileiras do Olympiacos, conta com uma cotização de 2,50 milhões de euros e representa o pivô perfeito, o jogo de costas e a cota de malandragem necessária em partidas de alta tensão.
Tabela de jogos do Irã na Copa:
- Irã x Nova Zelândia – 15/06 – Los Angeles
- Bélgica x Irã – 21/06 – Los Angeles
- Egito x Irã – 27/06 – Seattle





