A seleção do Egito disputará na América do Norte a quarta Copa do Mundo de sua história, após assegurar sua classificação de maneira invicta e contundente nas eliminatórias da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Sob o comando de Hossam Hassan, os “Faraós” dominaram o Grupo A com 26 pontos, com um saldo letal de 20 gols a favor e apenas dois contra.
Ocupando o 29º lugar do Ranking Fifa e com um valor de mercado total de 107,80 milhões de euros, esta geração chega com argumentos sólidos para competir no cenário mais alto do futebol.
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Diferente de sua última participação na Rússia em 2018, a equipe conta com maior rodagem internacional nas grandes ligas europeias, o que se refletiu no merecido terceiro lugar conquistado na recente Copa Africana de Nações.
História em Copas: em busca do triunfo inédito
Apesar de ser o maior gigante continental a nível de clubes e seleções dentro de África, a história do Egito nas Copas do Mundo carrega uma dívida incômoda. O balanço total de suas três participações anteriores (1934, 1990 e 2018) mostra uma estatística amarga: sete jogos, 0 vitórias, dois empates e cinco derrotas, com cinco gols marcados e 12 sofridos.
A grande obsessão da delegação neste torneio de 48 seleções será obter a primeira vitória de sua história na competição. Com um elenco muito mais equilibrado do que no passado, a meta mínima traçada pela federação é superar a fase de grupos e inscrever seu nome na inédita rodada de 16avos de final.
Análise tática: O equilíbrio do 4-2-3-1 de Hossam Hassan
O técnico Hossam Hassan estruturou os Faraós através de um sólido sistema 4-2-3-1, esquema que confere um equilíbrio exato entre o repliegue defensivo e a explosão ofensiva.
A chave desse desenho tático está na dupla de volantes no meio-campo, formado por Marwan Ateya e Hamdy Fathy, encarregados do trabalho sujo de recuperação e da proteção à linha defensiva liderada por Mohamed Abdel Monem (Nice).
Esse ordenamento sem a bola permite que, ao recuperar a posse, o Egito libere imediatamente seus três meio-campistas ofensivos. Com transições verticais comandadas pela velocidade de Mohamed Salah e Mahmoud Trézéguet nas pontas, a equipe aproveita os espaços interiores para municiar um centroavante de grande mobilidade e ótima batida como Omar Marmoush.
Estrelas: O brilho de Salah e Marmoush
A figura emblemática e histórica do selecionado continua sendo Mohamed Salah (Liverpool), o capitão e líder espiritual cujo rendimento com a faixa nacional é o faror do país.
No entanto, o posto de jogador mais valioso do mercado atual pertence a Omar Marmoush. O atacante, que vive fase estelar no Manchester City, está avaliado em 60 milhões de euros e aporta a cota de gols e a potência física necessárias na elite.
A este temível tridente ofensivo soma-se Mostafa Mohamed (Nantes), um atacante de área com excelente jogo aéreo, e o drible de Trézéguet pelo setor esquerdo.
Tabela de Jogos: Egito (Grupo G)
- Bélgica x Egito – 15/06 – Seattle
- Nova Zelândia x Egito – 21/06 – Vancouver
- Egito x Irã – 27/06 – Seattle






