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Lucas Halter cresce na MLS e sonha com título e jogo contra Messi: “Seria um jogaço”

Após vencer os principais títulos do futebol brasileiro e continental, Lucas Halter decidiu viver sua primeira experiência no exterior. Em janeiro, o zagueiro foi vendido para o Houston Dynamo, da MLS, e rapidamente ganhou espaço, mesmo sofrendo uma lesão.

Em entrevista exclusiva ao 365Scores, Lucas Halter, que soma passagens por Botafogo, Vitória e Athletico-PR, celebrou a titularidade no Houston Dynamo. Ele chegou ao clube já com esse status, sofreu uma grave lesão que o tirou de campo por quatro meses e retomou a vaga após a recuperação.

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“Fico feliz porque a gente constrói essa confiança e titularidade no dia a dia. Isso é uma coisa que eu não abro mão nunca, de ser correto fora e dentro do campo, e treinar forte todos os dias, que é o que nos prepara para estar bem para o jogo”, disse ao 365Scores.

O Houston Dynamo faz uma bela campanha na MLS – é o quarto colocado na Conferência Oeste, com dez vitórias em 18 jogos. Dentro da zona de classificação aos playoffs, o sonho do clube também passa a ser o título, que não conquista desde 2007.

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Tem esse sonho (de ser campeão), mas é pé no chão para classificar bem, ir passo a passo nos playoffs e conquistar um objetivo maior, que, com certeza, é ser campeão”, ressaltou Halter.

O principal concorrente do Houston é o Inter Miami, atual campeão da MLS. Devido ao regulamento, os times só podem se enfrentar em um eventual playoff. Lucas Halter, com isso, pode ter o prazer de marcar Lionel Messi.

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“Seria um prazer (jogar contra o Messi). Se a gente enfrentar eles, vai ser um jogaço. E poder falar também que jogou uma vez contra o Messi, marcar ele de perto… marcar não, tentar marcar ele”, brincou.

O contrato de Halter no Houston é válido até junho de 2030. No futebol brasileiro, o jogador, de 26 anos, conquistou a Libertadores e o Brasileirão com o Botafogo e a Sul-Americana e a Copa do Brasil com o Athletico-PR.

Lucas Halter concorda com Neymar

Um dos fatores da escolha de Lucas Halter por jogar nos Estados Unidos é a “vida mais humana e menos rotulada como máquina“. O zagueiro reclamou da pressão no futebol brasileiro e indicou logísticas praticadas na MLS.

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“O que passa no Brasil também é que, às vezes, a gente é rotulado como máquina, que a gente é 100% focado só no futebol, mas eles esquecem um pouco o lado humano, o lado mental do atleta, que o que recarrega nossas energias é estar com a família, estar em casa. E isso aqui é indiscutível”, iniciou.

Aqui a gente dorme em casa, pega o carro, vai para o jogo. Quando vai viajar, volta sempre no mesmo dia. Dorme em casa, independente do lugar que seja. Isso também faz um pouco a diferença. É uma coisa que o Brasil tem que começar a tentar fazer também”, completou.

Na semana passada, Neymar também questionou a logística do futebol brasileiro, com viagens nas vésperas dos jogos. Lucas Halter apoiou a declaração do camisa 10 do Santos.

Se o atleta não está com a cabeça boa, como é que ele vai render 100% dentro do campo? Concordo 100% (com a declaração de Neymar sobre o futebol brasileiro). Quando o futebol brasileiro começar a entender o lado humano do atleta, com certeza, só vai crescer mais e mais”, finalizou.

Veja outras respostas de Lucas Halter ao 365Scores:

Desafio na primeira experiência fora do Brasil

“Foi desafiador por ser a primeira vez que eu estou jogando fora do Brasil. Mas aqui eu fui muito bem acolhido pelo clube, por todo mundo, por todos os jogadores. A língua não foi uma dificuldade para mim porque eu já falo inglês. Eu falo espanhol também, aqui muita gente fala espanhol também no Texas.

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No começo foi um pouco desafiador porque a gente fica com um pouco de receio, primeira vez saindo do Brasil. Mas eu pude me adaptar o mais rápido possível. Tive a lesão, depois de três jogos só no MLS. Eu tive que passar por cirurgia, mas consegui recuperar bem e voltar no mais alto nível possível.”

Status de titular no Houston Dynamo

“Eu fico feliz porque a gente constrói essa confiança e essa titularidade no dia a dia. A gente tem que demonstrar todos os dias nos treinamentos e também nos jogos. Sou muito grato a essa confiança que eles têm em mim. Isso é uma coisa que eu não abro mão nunca, de ser correto fora do campo e dentro do campo, e treinar forte todos os dias, que é o que nos prepara para a gente estar bem para o jogo.”

Expectativa por boa campanha e título da MLS

“Esse ano o time mudou muito comparado ao ano passado. A gente sabe que o ano passado foi bem difícil para o clube, que não conseguiu nem classificar aos playoffs. O nosso primeiro passo é classificar, mas não só classificar por classificar, classificar bem, entre os três primeiros, que gera vaga também para as competições internacionais no próximo ano. 

Tenho esse sonho de ser campeão da MLS. É difícil, são muitos times com qualidade, um campeonato muito parelho. Jogo a jogo você não sabe o que vai acontecer, é difícil de cravar alguma coisa, mas a gente vê uma crescente muito boa no nosso time”.

Possibilidade de enfrentar o Inter Miami de Messi nos playoffs da MLS

“Seria um prazer (jogar contra o Messi). Enfrentar um time cheio de estrelas. A gente sabe da qualidade, mas a gente também tem qualidade do nosso lado. A gente não teme enfrentar ninguém. Mas a gente sabe que é difícil.

Estamos falando do Messi, do De Paul, do Casemiro, fora os outros bons jogadores que eles têm no time. Se a gente enfrentar eles, vai ser um jogaço. E poder falar também que jogou uma vez contra o Messi, marcar ele de perto… marcar não, tentar marcar ele.”

Escolha pela MLS e surpresa pelo nível da liga

“Eu gosto de desafios para a minha vida. A liga americana está crescendo muito. Isso é notável. Você pode ver que tem muitos jogadores que estão deixando a Europa e vindo para cá, mesmo com a idade que teriam clubes lá para jogar. E a liga é muito competitiva, isso me surpreendeu positivamente. 

Nos primeiros jogos, eu fiquei até assustado com o nível de força, de intensidade que a liga tem. Eu não me arrependi em nada de ter trocado o Brasil para cá. Estou muito feliz com tudo isso e, com certeza, estou evoluindo como jogador e como ser humano também.”

Amizade com o mexicano Héctor Herrera

“O Héctor (Herrera) voltou para cá esse ano, foi para o Toluca no ano passado. No primeiro dia que eu cheguei, ele também chegou para se reapresentar. Aí ele veio falar inglês comigo achando que eu era americano. 

Eu fiquei com vergonha, porque um cara tão respeitado no futebol, jogou três Copas do Mundo, jogou no mais alto nível possível na Europa… E aí ele perguntou pro outro brasileiro (Artur): ‘O de bigode é o quê? Ele é americano? Cara, que merda, cumprimentei ele falando inglês’. E aí depois a gente começou a conviver mais junto. É um ser humano ímpar. Aprendo todos os dias com ele.”

Próximos jogos do Houston Dynamo

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Fellipe Perdigão

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