Tifanny Abreu defende seleção masculina de vôlei: “Pegando bagagem”
A jogadora de vôlei Tifanny Abreu saiu em defesa da seleção brasileira masculina em meio às recentes críticas sobre o atual momento da equipe. Para ela, o cenário desafiador enfrentado pelo time comandado por Bernardinho é reflexo de um processo natural de transição, e não um motivo para pânico.
Avaliando o momento do vôlei nacional no “Basticast“, Tifanny destacou que a juventude do elenco deve ser levada em consideração antes de qualquer cobrança exagerada.
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“Muitos falaram que é a primeira vez que o Brasil está fora, pelo amor de Deus! Os meninos são jovens, praticamente o primeiro ano que eles são titulares, estão pegando ainda bagagem”, ponderou.
Apesar das oscilações, a jogadora enxerga um grande potencial na nova geração. Ela aponta que já é possível ver qualidade técnica em quadra, destacando o nível dos opostos e ponteiros, mas ressalta que o grupo ainda carece do entrosamento que só é conquistado com uma sequência maior de jogos juntos.
Repúdio ao preconceito e foco na base
Além da análise técnica, Tifanny foi contundente ao criticar os ataques preconceituosos que a equipe vem sofrendo nas redes sociais, onde o desempenho esportivo chegou a ser atrelado à orientação sexual de alguns atletas.
“E para piorar vem a homofobia, que não ganharam porque os meninos são gays. Aí eu te pergunto: por que a seleção de futebol não ganha nada há vinte e tantos anos?”, questionou. Para ela, o debate está sendo desviado do que realmente importa: a necessidade de renovação do esporte.
Como caminho para garantir que o Brasil continue sendo uma potência mundial no voleibol, Tifanny aponta para o incentivo à base. Segundo a atleta, a verdadeira renovação só será possível se o esporte for reintegrado a todas as escolas do país e se houver a retomada dos tradicionais campeonatos estudantis, celeiros históricos de talentos do vôlei nacional.






