Remo protesta contra “desrespeito” de Neymar e promete “medidas cabíveis”
As polêmicas no Mangueirão após a partida entre Remo e Santos seguem dando o que falar. O clube paraense emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira (5) protestando contra o “desrespeito” de Neymar nos túneis do estádio.
No seu posicionamento, o Leão Azul repudiou as provocações do camisa 10 do Peixe, classificando-as como “desrespeito ao clube anfitrião” e o culpou pela confusão no acesso aos vestiários do estádio.
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“O atleta Neymar da Silva Santos Júnior se dirigiu a integrantes da delegação do Remo em tom de provocação e deboche, provocando tumulto no local, em flagrante desrespeito ao Clube anfitrião, à sua torcida e aos mínimos protocolos de convivência esportiva, demonstrando uma postura descontrolada e incompatível com a conduta esperada de um profissional do futebol”, escreveu o clube.
Diante da situação, o Remo afirmou que vai em busca de seus direitos e deve levar o caso adiante, adotando “medidas cabíveis” para apurar o caso.
“O Clube do Remo repudia, de forma veemente essa conduta, que extrapola os limites do fair play e da ética desportiva, e reserva-se o direito de adotar as medidas cabíveis perante os órgãos competentes para apuração de eventual conduta antidesportiva, sem prejuízo de outras providências que se mostrem necessárias”, completou.
Veja a provocação de Neymar:
Remo faz críticas à arbitragem
Neymar não foi o único alvo da nota oficial do Remo, que também fez duras críticas à arbitragem da partida. O juiz Anderson Daronco e o responsável pelo VAR Marco Aurélio Ferreira foram nominalmente mencionados.
O Leão Azul protestou contra a expulsão do zagueiro Marllon, contestando o protocolo de revisão do árbitro de vídeo e acusando “enorme prejuízo” à equipe paraense.
“Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro Anderson Daronco assinalou cartão amarelo ao zagueiro Marllon do Remo, por falta sobre o atacante santista. Porém não levou em consideração que no início da jogada, o capitão azulino é puxado pelo adversário e nada foi marcado. Após ser chamado ao monitor pelo árbitro de vídeo (VAR) Marco Aurélio Ferreira, a marcação foi revertida para cartão vermelho, deixando o Remo com um jogador a menos pelo restante da partida”, escreveu.
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“Vale destacar que no áudio divulgado pela CBF, aos 30 segundos de gravação, é possível ouvir a voz de uma mulher gritando como orientação para expulsar o jogador do Clube do Remo, atitude contrária ao que foi repassado recentemente em reunião realizada na própria CBF com a presença dos membros da comissão de arbitragem. Não há dúvidas de que a marcação original estava correta e que o VAR interferiu equivocadamente, causando enorme prejuízo ao Clube mandante”, seguiu.
Confira o lance da expulsão:
Por fim, o Remo também prometeu levar sua indignação adiante e afirmou que vai à CBF para que os árbitros da partida sejam investigados e punidos, caso haja necessidade.
“Diante desse quadro, o Clube do Remo informa que vai formalizar representação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Comissão de Arbitragem, buscando providências sobre a atuação da equipe de arbitragem, adotando as medidas cabíveis, em todas as instâncias competentes, para que episódios dessa natureza não voltem a prejudicar o Clube e o futebol da região amazônica”, finalizou.
Veja a nota oficial completa do Remo
O Clube do Remo vem a público manifestar sua indignação diante dos episódios ocorridos no jogo contra o Santos Futebol Clube, realizado em 4 de agosto de 2026, no estádio Mangueirão, em Belém (PA), válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro Anderson Daronco assinalou cartão amarelo ao zagueiro Marllon do Remo, por falta sobre o atacante santista. Porém não levou em consideração que no início da jogada, o capitão azulino é puxado pelo adversário e nada foi marcado. Após ser chamado ao monitor pelo árbitro de vídeo (VAR) Marco Aurélio Ferreira, a marcação foi revertida para cartão vermelho, deixando o Remo com um jogador a menos pelo restante da partida. Vale destacar que no áudio divulgado pela CBF, aos 30 segundos de gravação, é possível ouvir a voz de uma mulher gritando como orientação para expulsar o jogador do Clube do Remo, atitude contrária ao que foi repassado recentemente em reunião realizada na própria CBF com a presença dos membros da comissão de arbitragem. Não há dúvidas de que a marcação original estava correta e que o VAR interferiu equivocadamente, causando enorme prejuízo ao Clube mandante.
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O Remo registra ainda, que está ciente que o mesmo árbitro de vídeo, Marco Aurélio, já havia atuado como VAR na partida entre Vitória e Palmeiras, no dia 29 de julho de 2026, pelo Campeonato Brasileiro, confronto marcado por decisões amplamente questionadas pela crítica especializada e apontado como prejudicial à equipe baiana. A reincidência de erros de arbitragem e de VAR em prejuízo a clubes das regiões Norte e Nordeste, já denunciada publicamente, é motivo de grave preocupação institucional.
Diante desse quadro, o Clube do Remo informa que vai formalizar representação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Comissão de Arbitragem, buscando providências sobre a atuação da equipe de arbitragem, adotando as medidas cabíveis, em todas as instâncias competentes, para que episódios dessa natureza não voltem a prejudicar o Clube e o futebol da região amazônica.
Ao término da partida, na zona mista do estádio, o atleta do Santos Futebol Clube Neymar da Silva Santos Júnior, se dirigiu a integrantes da delegação do Remo em tom de provocação e deboche, provocando tumulto no local, em flagrante desrespeito ao Clube anfitrião, à sua torcida e aos mínimos protocolos de convivência esportiva, demonstrando uma postura descontrolada e incompatível com a conduta esperada de um profissional do futebol.
O Clube do Remo repudia, de forma veemente essa conduta, que extrapola os limites do fair play e da ética desportiva, e reserva-se o direito de adotar as medidas cabíveis perante os órgãos competentes para apuração de eventual conduta antidesportiva, sem prejuízo de outras providências que se mostrem necessárias.
O Clube do Remo reafirma seu compromisso histórico com o esporte limpo, o respeito às regras e a valorização do futebol paraense e amazônico. O Clube seguirá acompanhando de perto os desdobramentos dos fatos aqui narrados e não medirá esforços, em todas as instâncias, para a defesa de sua imagem, de seus atletas, de sua torcida e da lisura da competição.
Antônio Carlos Teixeira – Presidente do Clube do Remo
Gustavo Fonseca – Diretor Jurídico do Clube do Remo
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