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Mais parado que jogado: paralisações consumiram 51,4% do tempo em Vasco x Bahia

O Bahia derrotou o Vasco por 1 a 0, em São Januário, e, com o resultado, passou a ocupar a vice-liderança do Brasileirão. Entretanto, outro aspecto do jogo foi motivo de questionamento após o duelo: a “cera”.

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Ao todo, a bola rolou em São Januário por apenas 52:03 minutos dos 107:11 disputados. Isso significa que o jogo ficou paralisado por 55:08 minutos, o que representa 51,4% do tempo da partida.

Tal aspecto do jogo foi alvo de questionamentos na entrevista coletiva de Rogério Ceni após o término do duelo.

O treinador do Bahia se mostrou favorável à criação de novas regras que impeçam a “cera” em partidas do futebol brasileiro, desde que as normas sejam aplicadas a todos.

“Depende do regulamento, depende do discurso que a gente já passou. Se você quiser melhorar o futebol brasileiro, as regras precisam ser iguais para todos. Vou dar um exemplo: jogador que simula um soco no rosto e o vídeo prova que não houve nada. Esse jogador precisa ser advertido”, iniciou Rogério Ceni.

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“Se quiser deixar o jogo mais ágil, tem que agir nesse sentido. Eu não sou favorável à hipocrisia, nunca gostei disso quando jogava. Dá para melhorar bastante — principalmente para o torcedor que paga caro no ingresso e vai ao estádio. Acho que precisamos de mais tempo de bola em jogo”, completou.

Rogério Ceni - Bahia
Foto: Luiz Erbes/Gazeta Press

Mais tempo parado do que jogado marca Vasco x Bahia

Tempo Total 107:11
Bola Rolando 52:03
Tempo Paralisado 55:08
Paralisações 102
Categoria Vasco Bahia Total
Tiro de Meta 01:21 09:32 10:53
Faltas 09:25 14:10 23:35
Laterais 05:09 03:03 08:12
Escanteios 04:36 01:27 06:03
TOTAL PERDIDO 25:14 29:08 54:22
Acréscimo Real: 17:11 Bola Rolando no Extra: 05:42

Eficácia do tempo extra: 33.1%

Os números ajudam a explicar a sensação de um jogo arrastado em São Januário. Apesar de a partida ter durado 107 minutos, a bola ficou em jogo por apenas 52:03 — ou seja, mais da metade do tempo foi consumida por paralisações.

Foram 102 interrupções ao todo, com destaque para faltas (23:35) e tiros de meta (10:53), principais responsáveis pela queda do ritmo.

Nem mesmo os acréscimos compensaram: dos 17:11 disputados no período final, só 5:42 tiveram bola rolando, uma eficácia de 33%.

Os dados reforçam o debate sobre o tempo efetivo no futebol brasileiro e sustentam as críticas sobre a necessidade de medidas para reduzir a cera e tornar as partidas mais dinâmicas para o torcedor.

Tabela atualizada do Brasileirão

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João Pedro Cupello

Jornalista formado pela FACHA do Rio de Janeiro. Carioca apaixonado por futebol, basquete, e tudo que envolve o mundo dos esportes!

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