vôleiVôlei

Tiffany critica decisão da CBV que restringe mulheres trans: “Enorme retrocesso”

A oposta Tiffany, do Osasco, se manifestou no fim da noite deste sábado (15) pela primeira vez após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar que vai aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que restringe a participação de mulheres trans na categoria feminina.

Após a derrota de Osasco por 3 a 2 para Pinheiros na estreia no Campeonato Paulista, que segue regras vigentes antes da nova determinação da CBV, Tiffany criticou a decisão da entidade, que entrará em vigor na temporada 2026/27 e valerá para todas as jogadoras da Superliga A e B, além da Supercopa 2026, da Copa Brasil 2027, do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e do CBVP Challenger 2027.

“O voleibol é a minha vida e o meu trabalho. A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos, mas isso não afeta só a mim: afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans.”

“É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão; voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60/70. Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, a inclusão e a prática do esporte não tenha sido em vão”, disse a jogadora de 41 anos.

➡️ No BasticastTifanny Abreu defende seleção masculina de vôlei: “Pegando bagagem”

Entenda a decisão da CBV

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14), que irá aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que restringe a participação de mulheres trans na categoria feminina. A medida entrará em vigor a partir da temporada 2026/27.

Para serem elegíveis, as atletas precisarão apresentar teste genético negativo para o gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), responsável por desencadear o desenvolvimento masculino.

“A CBV passa a seguir – a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI – publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.

➡️ Melhor jogadora da Superliga, Adenízia critica novas regras do vôlei: “Nós temos que fazer”

Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade”, afirmou a entidade em trecho da nota.

A decisão da CBV impacta diretamente a oposta Tiffany Abreu, do Osasco, primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro. Em comunicado, o clube paulista afirmou ter sido pego de surpresa com o anúncio e disse estar analisando os próximos passos ao lado de seu departamento jurídico.

A medida valerá para todas as jogadoras da Superliga A e B na temporada 2026/27, além da Supercopa 2026, da Copa Brasil 2027, do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e do CBVP Challenger 2027.

Em caso de recusa ao teste, a atleta não poderá disputar as competições caso não comprove sua elegibilidade.

A Federação Paulista de Voleibol (FPV) comunicou que a competição, iniciada na última sexta-feira, segue as regras que estavam vigentes antes da nova determinação da CBV.

Redação 365Scores

3062 Articles

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo