Polêmicas e basquete “raiz”: Thunder e Spurs farão Jogo 7 da série mais vista da NBA no século
Os dois melhores times da NBA na temporada regular, Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs, vão entregar o que todo fã de basquete esperava desde o início da série entre eles nos playoffs: um Jogo 7, a combinação de palavras mais famosa do esporte.
A série em questão é a mais vista do século e uma das mais assistidas da história. Até o terceiro jogo, foram, em média, 9,4 milhões de telespectadores nos Estados Unidos. Essa média é a maior da história de uma final de conferência. Já o Jogo 4, por conta própria, saltou para 10,3 milhões de telespectadores.
A partida decisiva, que acontecerá no sábado (30), terá o Thunder como mandante, já que a equipe terminou com a melhor campanha geral na temporada regular. A bola sobe às 21h (horário de Brasília), em um confronto que colocará frente a frente narrativas diferentes.
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Arbitragem favorece algum dos lados?

A pauta mais quente envolvendo o duelo entre Thunder e Spurs é a arbitragem. Se, por um lado, torcedores de San Antonio apontam que o OKC é favorecido, fãs do atual campeão rebatem a acusação, alegando que a equipe texana passa impune em diversos lances mais duros.
Apesar da postura mais protetora nos últimos anos, a NBA, cada vez mais, flexibiliza o seu rigor com as marcações de faltas nos playoffs. O intuito é, justamente, permitir que as partidas mais decisivas exijam maior intensidade física por parte das equipes.
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Até aqui, houve lances polêmicos de ambos os lados. Enquanto Isaiah Hartenstein foi visto puxando o cabelo de Stephon Castle, Victor Wembanyama deu o troco contra Luguentz Dort.
Em relação aos lances livres, o San Antonio leva vantagem, tendo cobrado 30 a mais que o OKC ao longo de toda a série. Enquanto os Spurs foram 168 vezes à linha do lance livre, o Thunder foi 138 vezes.
Coadjuvantes viram protagonistas
Em meio a tantos lances polêmicos, o jogo físico rouba a cena, e a série passa a ter a cara de um basquete mais “raiz” e menos técnico.
De um lado, o San Antonio limita Shai Gilgeous-Alexander com marcações duplas e até triplas. Já do outro, o OKC afasta Victor Wembanyama do garrafão com seus pivôs mais fortes. Com isso, aumenta a responsabilidade dos coadjuvantes.
É natural que SGA e Wemby consigam lances de impacto, mesmo lidando com marcações pesadas jogo após jogo. O fato é que, até aqui na série, venceu o time que contou com um melhor desempenho de seus jogadores de apoio.

Nas três vitórias do OKC, por exemplo, Alex Caruso, que é reserva, marcou pelo menos 15 pontos. Nas três derrotas, porém, a produção caiu: ele ultrapassou a marca dos 10 pontos em apenas uma oportunidade — no Jogo 4, inclusive, o camisa 9 ficou zerado.
Com o San Antonio não é diferente. Se Wemby vai mal, a equipe precisa que seus companheiros compensem e subam de nível — não só em pontos, mas especialmente no cuidado com a bola para evitar os desperdícios (turnovers).
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Armador titular da equipe, Stephon Castle cometeu nove turnovers na derrota sofrida pelo San Antonio no Jogo 2. Já no revés do Jogo 5, foram três desperdícios. A equação muda quando ele protege melhor a bola: em duas das três vitórias dos Spurs, Castle cometeu apenas um turnover.
Os números acima mostram o caminho que os times precisam seguir no Jogo 7. Enquanto o OKC busca a regularidade na pontuação, o San Antonio mira desperdiçar menos posses de bola contra a melhor defesa da liga, que foi o diferencial para o título do Thunder na temporada passada.
Shai ou Wemby: quem vai decidir a série?

A dupla de finalistas do prêmio de MVP, vencido por Shai Gilgeous-Alexander, será o foco dos holofotes no próximo sábado, independentemente do cenário. Até aqui, ambos vêm intercalando atuações boas e ruins.
Com dificuldades contra a marcação do San Antonio, SGA alcançou os 30 pontos em apenas dois jogos — ambos vencidos pelo Thunder. Para um pontuador de elite como o camisa 2, a média de pontos é baixa: 24,3. A alternativa vem sendo as assistências, com média de 8,8 por partida.
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Já Wembanyama tem uma média maior em pontos, com 28,2. O francês faz uma série melhor e teve o Jogo 1 como o seu carro-chefe, quando terminou com 41 pontos e 24 rebotes.
Médias de SGA na série:
| Pontos | Rebotes | Assistências |
|---|---|---|
| 24.3 PPG | 2.7 RPG | 8.8 APG |
Médias de Wemby na série:
| Pontos | Rebotes | Tocos |
|---|---|---|
| 28.2 PPG | 11.5 RPG | 3.0 BPG |
Onde assistir ao Jogo 7 entre Thunder x Spurs?
A partida entre San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder, marcada para sábado (30) às 21h (de Brasília), terá transmissão do Amazon Prime e NBA League Pass, streaming oficial da liga.
O 365Scores também fará a cobertura em tempo real, além de disponibilizar onde assistir aos jogos na TV.
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