STJD suspende dirigentes do Vasco por 15 dias após confusão na Copa do Brasil
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu as punições para os membros do Vasco da Gama envolvidos nos incidentes durante a vitória por 1 a 0 sobre o Vitória, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
Os diretores Admar Lopes e Felipe Loureiro, o coordenador de performance/preparador físico Daniel Félix e o preparador de goleiros Nelcírio Franchin foram punidos com 15 dias de suspensão, todos enquadrados no artigo 258, § 2º, inciso II do CBJD (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva).
Além da punição dada aos dirigentes, a instituição foi multada em R$ 20 mil pelo comportamento de sua torcida em São Januário.
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Nelcírio Franchin, que também havia sido denunciado por tentativa de agressão contra a arbitragem (art. 254-A, § 3º), acabou absolvido desta acusação específica pela maioria dos auditores.
A multa aplicada ao clube foi devido ao arremesso de copos com líquidos e pedras de gelo vindos do setor da torcida em direção aos árbitros, tanto no intervalo quanto no retorno para a segunda etapa da partida.
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A defesa do clube cruz-maltino
O Vasco baseou sua defesa em duras críticas à atuação do árbitro Matheus Delgado Candançan. O advogado do clube apontou a existência de um “erro crasso” na arbitragem, focando na polêmica expulsão do volante Cauan Barros.
Além disso, a defesa alegou que a equipe foi prejudicada pela não marcação de um pênalti em um lance envolvendo o jogador Spinelli, ainda no primeiro tempo.
Toda a denúncia formulada pelo STJD teve como ponto de partida o relato oficial do árbitro na súmula. O estopim para a confusão foi o cartão vermelho apresentado a Cauan Barros na etapa inicial.
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Segundo o documento, no trajeto para os vestiários durante o intervalo, Daniel Felix abordou a equipe de arbitragem de forma “grosseira e ofensiva”. Na sequência, um segurança do clube não identificado tentou avançar contra os juízes proferindo xingamentos, sendo contido pela Polícia Militar.
O clima hostil prosseguiu no túnel de acesso. A súmula relata que Felipe Loureiro, Admar Lopes e Nelcírio Franchin tentaram furar o bloqueio policial para chegar aos árbitros, proferindo ofensas.
O caso mais grave relatado foi o de Franchin, que teria tentado desferir um soco no quarto árbitro antes de ser contido. Ao término da partida, Felipe Loureiro e Admar Lopes voltaram a manifestar indignação e protestar contra a equipe de arbitragem.
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