Justiça determina bloqueio de R$ 11,5 milhões nas contas do Internacional
A Justiça do Rio Grande do Sul determinou o bloqueio de mais de R$ 10 milhões das contas bancárias do Internacional, em um processo que envolve até dívidas pelo ídolo colorado, D’alessandro.
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A medida é fruto de um dos processos movidos pelo empresário Delcir Sonda, antigo parceiro do clube, que cobra uma dívida de cerca de R$ 60 milhões na Justiça. A decisão foi assinada em 30 de julho pela juíza Debora Kleebank, e bloqueou exatos R$ 11.584.133,60 das contas do time gaúcho.
O despacho autoriza a busca de valores nos sistemas eletrônicos do Poder Judiciário. Caso o montante não seja localizado nas contas, a Justiça determinou a identificação de veículos registrados em nome do clube para a aplicação de restrições de transferência.
A ação específica e a posição do clube
O bloqueio atual refere-se a uma ação movida pela DSPLAN – Assessoria em Planejamento e Gestão Comercial e Imobiliária, uma das empresas pertencentes a Delcir Sonda. O processo original cobrava aproximadamente R$ 10,37 milhões do Internacional.
O clube gaúcho pode recorrer da decisão, mas, na prática, o recurso não possui efeito suspensivo automático para impedir o bloqueio imediato dos valores. Em nota oficial, o Inter optou por não dar detalhes sobre o andamento jurídico do caso.
“O Sport Club Internacional não se manifesta publicamente sobre assuntos legislados pelo Poder Judiciário. Assim, possíveis esclarecimentos serão prestados apenas no respectivo processo. Paralelamente, o clube segue atuando de forma permanente para equacionar suas dívidas, recuperar créditos e fortalecer sua situação econômica e financeira”, esclareceu o Internacional.
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A origem da dívida
O imbróglio jurídico entre o Internacional e seu ex-parceiro de investimentos envolve quatro causas distintas. A divergência principal reside nas atualizações, juros e multas aplicadas sobre os valores originais ao longo dos anos.
Enquanto Sonda cobra cerca de R$ 60 milhões, o departamento jurídico do Internacional reconhece um débito de aproximadamente R$ 32,7 milhões.
A origem do imbróglio e a divergência de valores entre as partes concentram-se em três frentes principais, a começar pela contratação de D’Alessandro, em 2008.
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Como a DIS Esportes detinha 50% dos direitos do meia e o atleta deixou a equipe sem custos em 2020 rumo ao Nacional-URU, a dívida permaneceu com o Inter. Diante disso, as empresas do empresário cobram atualmente R$ 30 milhões, enquanto a diretoria colorada reconhece um débito de apenas R$ 8 milhões.
Além dessa quantia, a disputa judicial envolve um aporte de R$ 2 milhões, que na cobrança do investidor saltou para R$ 10 milhões, e um segundo repasse de R$ 10 milhões, que hoje é exigido na Justiça por R$ 20 milhões, embora os cálculos internos do Internacional apontem que o valor correto a ser pago neste último caso seja de R$ 16 milhões.
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