Ipatinga entra em campo com sete jogadores, sofre goleada e jogo termina por W.O.
O Ipatinga estreou no Campeonato Mineiro Módulo II, neste domingo (31), de uma forma inusitada. O time mineiro entrou em campo com apenas sete jogadores e foi derrotado por 4 a 0 pelo Coimbra.
Com um elenco encurtado por problemas extracampo, o Tigre entrou em campo no Estádio Flávio Pentagna Guimarães, em Contagem, com o número mínimo permitido de sete jogadores e sem nenhum reserva.
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O resultado foi um verdadeiro massacre relâmpago: o Coimbra aproveitou a fragilidade extrema do adversário e construiu um placar de 4 a 0 em apenas 12 minutos de jogo, com gols de Serginho, Ranisson, Guthierres e um gol contra.
Lesão e W.O. Técnico
O confronto válido pelo Grupo B foi interrompido e encerrado definitivamente aos 40 minutos do primeiro tempo.
O camisa 5 do Ipatinga, João Pedro, sentiu uma lesão no joelho e precisou de atendimento médico. Como o clube do Vale do Aço não tinha atletas no banco de reservas, a equipe ficou com apenas seis jogadores em campo.
Pelas regras oficiais do futebol, uma partida não pode continuar se um dos times contar com menos de sete atletas. A arbitragem ainda aguardou os 30 minutos regulamentares na esperança de uma recuperação do jogador, mas sem sucesso.
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Na súmula oficial da partida, o árbitro relatou o desfecho:
“Após o transcurso desse período, questionamos novamente o médico e o atleta sobre suas condições para retorno ao jogo, sendo-nos informado que o jogador ainda sentia dores e permanecia sem condições de retornar à partida.”
Diante do cenário, o jogo foi encerrado por insuficiência de jogadores da equipe visitante. O placar de 4 a 0 deve ser mantido, mas o caso ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG).
O episódio deste domingo é o reflexo direto da gravíssima crise financeira e administrativa que afunda o Ipatinga, atualmente impedido de registrar novos atletas devido a um transfer ban da FIFA.
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A raiz do problema é uma dívida histórica de 2006, vinda da negociação do lateral Luizinho com o Nacional da Ilha da Madeira (Portugal), cujo valor atualizado já ultrapassa os R$ 3 milhões sem acordo.
Esse cenário de asfixia no mercado acabou agravado pela recusa de dois jogadores regularizados em entrar em campo neste fim de semana por conta de salários atrasados, além de o clube já ter iniciado o Campeonato Mineiro Módulo II com uma punição de menos seis pontos (-6) na tabela fruto das decisões judiciais envolvendo suas pendências.
A crise institucional afetou até mesmo a comissão técnica. O treinador português Rui Sacramento, contratado para liderar o projeto nesta temporada, preferiu arrumar as malas e retornar a Portugal enquanto aguarda uma definição concreta sobre o futuro do clube, que hoje parece cada vez mais incerto.
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