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Fluminense x Independiente Rivadavia: o que os duelos da fase de grupos ensinam para as oitavas da Libertadores

Fluminense e Independiente Rivadavia voltam a se enfrentar nesta terça-feira (11), às 19h (de Brasília), no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. O duelo coloca novamente frente a frente duas equipes que já mediram forças duas vezes na fase de grupos.

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No primeiro encontro, disputado no Maracanã, o Rivadavia venceu por 2 a 1. Na partida de volta, na Argentina, houve empate em 1 a 1.

Os dois resultados mostram um confronto mais equilibrado do que os números de posse de bola podem indicar. Nas duas partidas, o Fluminense teve mais de 70% da posse, mas não conseguiu transformar o domínio territorial em vitórias.

O Rivadavia, por sua vez, mostrou eficiência para aproveitar seus momentos e chega às oitavas com vantagem no retrospecto direto.

Como foram os dois jogos na fase de grupos?

Fluminense perde de virada o primeiro jogo, no Maracanã

Jogadores do Independiente Rivadavia comemorando a vitória sobre o Fluminense, no Maracanã
Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O primeiro encontro aconteceu no Maracanã, em abril, e terminou com vitória do Independiente Rivadavia por 2 a 1. O Fluminense saiu na frente aos nove minutos, com Guilherme Arana, mas não conseguiu sustentar a vantagem.

Fabrizio Sartori empatou ainda no primeiro tempo, e Álex Arce virou a partida no início da etapa final. O Tricolor pressionou em busca do empate nos minutos finais, mas parou no goleiro Nicolás Bolcato.

Flu sai atrás na Argentina, mas empata no final com John Kennedy

John Kennedy em ação pelo Fluminense
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense

A segunda partida, disputada em Mendoza, teve um roteiro diferente. O Rivadavia conseguiu criar mais perigo em boa parte do jogo e abriu o placar com Álex Arce aos 20 minutos do segundo tempo.

O Fluminense, que teve dificuldades para transformar a posse de bola em chances, encontrou o empate apenas nos acréscimos, quando John Kennedy aproveitou uma sobra após jogada de Kevin Serna e garantiu o 1 a 1.

O que os números mostram sobre o confronto?

Fluminense controla a posse, mas precisa transformar domínio em chances

A posse de bola foi uma das principais características do Fluminense nos confrontos da fase de grupos. No primeiro encontro, o time brasileiro ficou com 71% da bola e completou 535 passes, contra apenas 29% de posse e 165 passes do Rivadavia.

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Mesmo com o maior volume de jogo, o Fluminense não conseguiu transformar o domínio em vantagem no placar. A equipe teve mais chances para finalizar, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades realmente claras e acabou derrotada por 2 a 1.

No segundo encontro, o roteiro foi parecido. O Fluminense voltou a controlar a posse de bola, mas encontrou dificuldades para transformar esse domínio em chances claras.

O Rivadavia, por outro lado, foi mais perigoso no ataque e criou as melhores oportunidades da partida, que terminou empatada em 1 a 1.

Rivadavia mostrou força mesmo sem a bola

Álex Arce em ação pelo Independiente Rivadavia
Álex Arce, artilheiro do Independiente Rivadavia – Ruano Carneiro/Getty Images

Os dois jogos também mostraram uma característica importante do Independiente Rivadavia: a equipe não precisa ter a posse para ser perigosa.

No primeiro confronto, os argentinos finalizaram apenas sete vezes, contra 21 do Fluminense, mas conseguiram marcar dois gols. Na partida seguinte, mesmo com somente 28% de posse, o Rivadavia teve 15 finalizações, quatro a mais que o adversário.

A diferença também aparece nos números gerais da competição. O Rivadavia tem média de 2,5 gols por jogo, mais que o dobro dos 1,17 do Fluminense. Além disso, a equipe argentina soma cinco vitórias no recorte analisado, enquanto o Tricolor tem duas.

Rivadavia chega diferente para as oitavas

O Independiente Rivadavia não é exatamente o mesmo time que enfrentou o Fluminense na fase de grupos. Desde os dois confrontos, a equipe argentina perdeu um de seus principais jogadores: Sebastián Villa, que foi negociado com o Boca Juniors.

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Por outro lado, o Rivadavia também se reforçou para a sequência da temporada. O clube contratou Maximiliano Salas, que estava no River Plate, para fortalecer o setor ofensivo.

As mudanças fazem com que o Fluminense encontre um adversário com algumas diferenças em relação ao time que venceu no Maracanã e empatou na Argentina. Ainda assim, o modelo de jogo apresentado na fase de grupos segue como uma das principais referências para o confronto das oitavas.

O que o Fluminense precisa mudar?

Luís Zubeldia, técnico do Fluminense
Foto: Lucas Merçon / Fluminense

Os dois confrontos da fase de grupos deixaram uma lição clara para o Fluminense: ter a bola não foi suficiente para superar o Independiente Rivadavia.

No mata-mata, a equipe brasileira precisará transformar o domínio territorial em chances mais perigosas e evitar que o adversário encontre espaços para acelerar as jogadas.

Do outro lado, o Rivadavia chega ao Maracanã respaldado por um modelo que já funcionou contra o próprio Fluminense e por uma campanha que o colocou entre os principais times da fase de grupos.

Com o primeiro jogo no Maracanã, o desafio do Tricolor será fazer sua posse de bola se traduzir em vantagem no placar. Para o Rivadavia, a estratégia pode ser repetir o que deu certo anteriormente: abrir mão do controle da bola sem abrir mão da capacidade de criar perigo.

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João Pedro Cupello

Jornalista formado pela FACHA do Rio de Janeiro. Carioca apaixonado por futebol, basquete, e tudo que envolve o mundo dos esportes!

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