Espanha neutraliza a França e vai à final da Copa do Mundo
No duelo entre a melhor defesa e o melhor ataque, prevaleceu a seleção que sofreu apenas um gol na Copa do Mundo até aqui. Com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, a Espanha neutralizou o badalado quarteto ofensivo da França para vencer por 2 a 0 e chegar à final do Mundial pela primeira vez desde 2010.
O cenário era claro antes mesmo de a bola rolar: enquanto a França chegava embalada por 16 gols em seis jogos, a Espanha sustentava-se em um esquema defensivo eficaz, que havia sofrido seu primeiro gol apenas na fase passada, contra a Bélgica.
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A exemplo dos últimos duelos entre as seleções, Luis de la Fuente colocou Didier Deschamps no bolso. De forma impecável, a La Roja não deu chances à badalada França, que não acertou um chute sequer na meta de Unai Simón até o “abafa” final.
Apesar de ser uma equipe voltada à solidez defensiva, a Espanha não deixa de ser uma ameaça ofensiva. As melhores oportunidades saíram dos pés do inspirado Lamine Yamal, que, embora não tenha sido tão letal, tornou a tarde de Lucas Digne inesquecível.
Foram diversos dribles aplicados pelo aniversariante da última segunda-feira, que entrou com a confiança em alta para a decisão.
Não demorou para que o lateral francês, que acertou sua ida para o PSG, cometesse um deslize fatal. Em uma disputa de bola, Digne não viu Lamine Yamal e acertou um chute no jogador da Espanha, que caiu na área, levando o árbitro a assinalar o pênalti.
Artilheiro da Espanha na Copa, Mikel Oyarzabal bateu cruzado, sem chances para Maignan. O atacante chegou a cinco tentos, ainda sonhando com uma improvável artilharia do torneio — atualmente liderada por Mbappé e Messi, com oito gols cada.
Sem brilho, França não acompanha o compasso do flamenco
À medida que o tempo passava, a França se via sem respostas. De um lado, Marc Cucurella teve uma atuação impecável sobre Ousmane Dembélé e Michael Olise.
Mais centralizado, Pau Cubarsí demonstrou que os duelos contra Mbappé no El Clásico serviram de aprendizado. O capitão dos Bleus, inclusive, teve sua pior atuação na Copa, com três impedimentos, mesmo número de chutes totais.
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Na direita, Pedro Porro assumiu o protagonismo. Além do formidável desempenho defensivo contra Désiré Doué e Bradley Barcola, o camisa 12 voltou a mostrar seu arsenal ofensivo. Autor de um gol na vitória contra a Áustria, Porro se aventurou no ataque para ampliar o placar.
O silêncio da Marselhesa: pressão ineficaz decreta o adeus da França
Ao som de “Olé” nas arquibancadas do AT&T Stadium, a França seguiu se frustrando. Com um estresse antes não visto nessa Copa, com Mbappé e outros nomes cometendo faltas desnecessárias, os atuais vice-campeões viram o sonho da terceira final consecutiva ir embora.
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Désiré Doué, assim como contra o Paraguai, saiu do banco de reservas para criar boas chances, porém, nada que ameaçasse, de fato, Unai Simón.
Espanha aguarda Inglaterra ou Argentina
Classificada para a final do próximo domingo (19), a Espanha agora aguarda o vencedor do duelo entre Inglaterra e Argentina. A segunda semifinal será na quarta-feira (15), às 16h (de Brasília).
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