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Maior venda da história do Corinthians, Moscardo se reinventa no Braga e mira retorno ao PSG: “É onde eu pertenço”

Em sua segunda temporada no futebol europeu, o volante Gabriel Moscardo vive o seu melhor momento no Velho Continente. Emprestado pelo PSG, o ex-Corinthians se reinventou no Braga com atuações como terceiro zagueiro e vem se destacando nesta reta final decisiva nas competições.

O Braga está na semifinal da Europa League e é o quarto colocado do Campeonato Português. Em entrevista exclusiva ao 365Scores, Moscardo vê essa experiência em Portugal como “porta de entrada” na elite europeia.

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“O futebol português é conhecido por ser essa porta de entrada, esse trampolim, para jogadores mais novos. Quando apareceu a oportunidade do Braga, a gente olhou com bons olhos. Portugal é uma língua parecida, o Braga é um clube que briga em cima na Liga Portuguesa. Eu me sinto mais no Brasil”, iniciou.

“Venho tendo mais minutagem. Eu estou no processo, sinto que esse ano no Braga foi muito importante, vai me dando mais experiência para os próximos desafios. E se Deus quiser um dia jogar uma temporada inteira no Paris Saint-Germain e mostrar que eu sou capaz”, completou.

O empréstimo é válido até junho deste ano, enquanto o contrato com o PSG vai até 2028. O jovem brasileiro ainda não integrou o elenco francês para uma temporada, mas pretende fazer parte em 2026/27.

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“Ainda não conversamos nada sobre a próxima temporada. O meu empresário, juntamente com a diretoria do PSG, vai decidir o melhor para mim. A gente vai conversar sobre quando a temporada acabar. Claro que a minha vontade é estar no Paris Saint-Germain, fazer a pré-temporada lá porque é onde eu pertenço e tenho que estar.”

O PSG desembolsou 20 milhões de euros (R$ 107 milhões na época) para contratar Gabriel Moscardo, em janeiro de 2024. Esse valor o colocou como a maior venda da história do Corinthians, à frente de Wesley no Al-Nassr, que saiu por 20 milhões de dólares.

“Eu fico feliz, sinto que fui valorizado. A minha maior felicidade é saber que ajudei o Corinthians com esse dinheiro. O Corinthians vem tendo dificuldade financeira nos últimos anos, isso todo mundo sabe. É uma forma de retribuição, de todas as condições que eles deram para mim, desde quando cheguei com 11 anos até o profissional. Legal estar no topo da lista, mas espero que outros passem porque isso vai significar que o Corinthians está sendo beneficiado.”

Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Veja outras respostas de Gabriel Moscardo ao 365Scores:

Estreia como profissional no Corinthians

“Quando o Corinthians anunciou a contratação do Luxemburgo, já fiquei imaginando que a oportunidade poderia aparecer. E apareceu de uma maneira muito rápida. Eu estava numa semana normal no sub-20, tinha voltado de um torneio na Suíça e tinha sido o melhor jogador da competição. Eu era titular do sub-20 com 17 anos. Lembro de ter jogado o Paulista Sub-20 numa quarta-feira contra o São Caetano e na outra quarta-feira eu já estava jogando no profissional.

Estava tendo umas notícias que o Luxemburgo ia poupar muitos jogadores e ia trazer jogadores da base. Uma segunda à noite recebi a ligação, terça estava treinando e quarta fui para o jogo pela Libertadores. Foi muito emocionante. Parecia algo tão distante, mas de um dia para o outro aconteceu.

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Eu me lembro do momento que o Luxemburgo me chamou. Estava aquecendo, o tempo passando. Você olha para o treinador, o treinador olha para você, não te chama e você fica nervoso. Joguei pouco mais de 10 minutos naquela partida e o Luxemburgo me falou: ‘Entra lá, confiante. Você sabe o que fazer. Entra firme e mostra o seu futebol’. Quando você escuta isso de um treinador tão lendário, entrei 200 vezes mais confiante. É um dos momentos mais felizes da minha vida.”

Período no Corinthians com assédio europeu

“Eu tive cinco, seis, meses jogando no Corinthians. As coisas vinham acontecendo muito rápido e eu tinha que lidar com a pressão dos resultados, da torcida. Me sentia pressionado, normal quando você joga num time grande. E tinha que lidar também com essas propostas que vinham da Europa. 

Eu sempre tive um acompanhamento psicológico que me ajudava a focar dentro de campo. Eu lembro que em poucos jogos já chegou uma proposta de um time europeu, e no final da temporada teve o contato do Paris Saint-Germain. Eu procurava não ficar pensando muito nisso. A gente lutando contra o rebaixamento. Tinha que ter a cabeça no lugar. E quando acabou a temporada no Brasil, a gente aceitou essa proposta.”

Escolha pelo PSG

“Tinha o interesse de outros clubes, mas o PSG foi muito direto. Desde o momento que apareceu o Paris Saint-Germain, gostei muito da ideia. Era um projeto de jogadores jovens, promissor. Tanto é que na temporada seguinte foram campeões da Champions League. Eu nem tinha muita informação dos outros clubes porque quando apareceu o PSG seguimos neles.”

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Empréstimo para o Reims em 2024

“Nas conversas, não teve essa ideia de empréstimo porque foi muito conturbado. Eu tive problema no meu tornozelo e acabei fazendo cirurgia. Eu precisaria me readaptar, ir para algum lugar onde poderia jogar mais. Eu fiz a pré-temporada no Paris e, nos últimos dias da janela, a gente optou por ser emprestado para o Reims. Consegui recuperar o meu tornozelo. Achamos que seria uma boa ideia ir para um clube menor e se readaptar.”

Experiência já vividas no PSG

“A primeira experiência foi quando eu cheguei com 18 anos. Fiz a pré-temporada com os jogadores principais, cerca de duas semanas, e participei do jogo. Quando você chega no CT e está lá no vestiário o seu nome ao lado de todos esses jogadores grandes, Marquinhos, Dembélé, Vitinha, Nuno… Foi algo incrível. 

E na Copa do Mundo de Clubes foi um momento muito especial para mim, onde consegui vivenciar mais jogos, tive mais treinamentos com eles. E tinham acabado de ser campeões da Champions League. Eu digo para todo mundo que me pergunta como é treinar com eles: ‘É realmente uma coisa que eu nunca vi parecido. O nível do treinamento, eles são realmente os melhores do mundo’. 

Ver a mentalidade vencedora e a forma de trabalho da comissão técnica do Luis Enrique é excepcional. Eu aprendo muito com eles. As jogadas que eles fazem, eu observo tudo. Espero passar uma temporada inteira com eles para aprender muito mais.”

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Sonho de Copa do Mundo e Olimpíadas

“Sempre quando falamos de seleção brasileira é o sonho de qualquer jogador. Eu espero e vou trabalhar muito para estar nesse ciclo de Copa do Mundo de 2030. Quero também estar nas Olimpíadas. Participei do sub-20, tive uns amistosos com sub-23, então os próximos passos são as Olimpíadas e a Copa do Mundo.

Representar o meu país sempre foi e é um orgulho imenso que sempre carreguei comigo. Quando eu fui convocado pela primeira vez, a minha reação foi até na TV, no intervalo do jogo contra o Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2023. Foi emocionante. Não tenho palavras para descrever.”

Conselho a Breno Bidon e André

“São dois jogadores (Bidon e André) muito bons. Eu tive mais contato com o Breno na Seleção e no Corinthians. Nós nos conhecemos desde os 13 anos. O André eu conheço menos, mas já tive contato com ele também. Eu gosto muito do estilo de jogo do André. Ele é alto, forte, rápido… um volante moderno que gosto muito de assistir. 

O Breno também, canhoto, qualidade técnica… A leitura de jogo dele, o primeiro toque, o domínio orientado é incrível. O que eu poderia dizer para os dois, tendo tido essa experiência no Corinthians também, é ter personalidade, coragem, não ter medo de arriscar, de ser feliz. Quando você vai muito bem e é campeão dentro do Corinthians é uma sensação incrível que não dá para ser descrita.”

Próximos jogos do Braga

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Fellipe Perdigão

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