Artilheiro na Coreia, Matheus Frizzo celebra nova fase na primeira experiência fora do Brasil
Aos 27 anos, o meia-atacante Matheus Frizzo decidiu viver sua primeira experiência fora do futebol brasileiro. Em janeiro, o jogador acertou com o Suwon FC, da segunda divisão da Coreia do Sul, onde é um dos artilheiros da competição, com três gols nas três primeiras rodadas.
Em entrevista exclusiva ao 365Scores, Matheus Frizzo relatou uma surpresa logo no primeiro momento no futebol sul-coreano: pré-temporada de 60 dias. Apesar disso, o período ajudou o brasileiro, que também acumula duas assistências.
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“Tivemos 60 dias de pré-temporada, algo que nunca tive na carreira. Foi importante esse tempo de adaptação com a equipe, com a metodologia de trabalho, que é totalmente diferente. Aqui (na Coreia) tem muitos jogadores brasileiros, tanto na primeira quanto na segunda divisão”, disse ao 365Scores.
Emprestado até o fim do ano, com opção de compra, o meia-atacante pertence a Tombense, de Minas Gerais. Ele vinha de duas disputas de Série B com o Coritiba e o Novorizontino.
“Quando surgiu a oportunidade, fiquei sabendo que já tinha o interesse deles há alguns anos, e dessa vez acabou dando certo. Tem sido legal a experiência, um país incrível. O clube deu todo o suporte para se adaptar, porque é difícil essa mudança.”
No Brasil, Matheus Frizzo acumula uma boa bagagem por times de expressão. Revelado pelo Grêmio, o jogador passou por Botafogo, Vitória e Atlético-GO, e fez base no Corinthians e no São Paulo.
Veja outras respostas de Matheus Frizzo ao 365Scores:
Chegada na Coreia do Sul
“Cheguei em janeiro e aqui o campeonato é bem diferente do Brasil. Tivemos 60 dias de pré-temporada, algo que nunca tive na carreira. Cheguei no dia 15, e a gente viajou para a Tailândia, então encurtou para 45 dias (de pré-temporada), mas mesmo assim é bastante. Foi importante esse tempo de adaptação com a equipe, com a metodologia de trabalho, que é totalmente diferente.
Nesse começo de campeonato, retratou muito bem toda essa preparação que foi feita, tem sido muito positivo. Aqui (na Coreia do Sul) tem muitos jogadores brasileiros, tanto na primeira quanto na segunda divisão. A diferença é pouca de estilo de jogo, praticamente a maioria das equipes jogam da mesma forma. O nível dos jogos são bem parecidos.”
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Proposta e primeiras impressões do Suwon FC
“Quando surgiu a oportunidade, fiquei sabendo que já tinha o interesse deles há alguns anos, e dessa vez acabou dando certo. Tem sido legal a experiência, um país incrível. O clube deu todo o suporte para se adaptar, porque é difícil essa mudança. Inicialmente, dá aquele susto do novo, como será que vai ser, questão de liga, mas quando cheguei aqui, não tenho o que falar de negativo.
Eles são muito educados, a cultura é algo que encanta a gente, porque acostumado com o Brasil, com a maneira que o jogador é tratado, é algo que a gente até se surpreende. Eles têm a mesma paixão do brasileiro, vão no estádio e fazem de tudo pelo clube, e, ao mesmo tempo, tem muito respeito.”
Passagem por Novorizontino e Coritiba
“No Novorizontino, a gente ficou bem próximo do acesso. Cheguei lá e encontrei um bastidor muito apaixonado pelo clube, algo que me surpreendeu bastante. Só tenho coisas boas para falar do clube. A gente ficou tão próximo do acesso, foram dois pontos, infelizmente acabou não dando certo.
O ano no Coritiba, individualmente, foi bacana em questão de desempenho, e o contato com o torcedor também foi bacana, receber o carinho deles. Foi um ano bem especial na minha carreira, mas coletivamente as coisas não foram muito positivas. Ainda estavam se reorganizando, e refletiu no campo. Fiz o melhor que eu pude.”
Período no Botafogo, com título da Série B
“Foi uma honra e um orgulho muito grande ter vestido a camisa do Botafogo. Um ano especial profissionalmente, que guardarei para sempre comigo. Lembro que minha filha cantava as músicas do Botafogo. Também era um clube que estava se recuperando.
Era grupo com muita vontade de fazer dar certo aquele ano, todo mundo tinha consciência da grandeza do clube e do que a gente caminhava para reconstruir. A torcida do Botafogo é grandiosa, a camisa do Botafogo é algo surreal de vestir. Foi um clube que eu guardo com muito carinho. Começou o ano com um pouco de dúvida, mas que no final a gente arrancou, teve uma sequência maravilhosa e acabou com o título da Série B.”
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Profissionalização no Grêmio
“Essa transição da base para o profissional é difícil para todo mundo. Quando subi para o profissional do Grêmio, era um timaço. Na época eu era volante, e tinha sete volantes. Era um time de estrelas, tinha Cebolinha, Tardelli, Diego Souza, André, Thiago Neves, Luciano, Léo Moura, Geromel, Kannemann. Como é que vai jogar nesse time?
Tive uma conversa com o Renato Gaúcho: ‘Está na idade de jogar, vai buscar’. Entendi o momento, fui grato ao clube e fui sendo emprestado. Mas, claro, se tivesse a oportunidade, claro que seria algo surreal. Meus últimos três anos de base foram no Grêmio, então cria aquele sonho. Será que vai chegar a minha vez? Mas a gente entende o momento, e faz de amadurecimento.”
Base em Corinthians e São Paulo
“Eu começo no futsal de Guarulhos, que é na minha cidade, e lá eu jogo contra um menino que jogava no campo no Corinthians. E aí o pai dele me viu e falou: “Vamos pro campo do Corinthians’. Acabou dando certo de ir lá fazer o teste, passei e fiquei cinco anos no Corinthians. Tinha acabado de jogar o Mundial pelo Corinthians e surgiu a oportunidade de ir pro São Paulo.
Nas duas bases, tinham muitos jogadores bons. No Corinthians, tinha Maycon, Malcom, Arana. No São Paulo, Militão… Na segunda Copinha no São Paulo, deram preferência pra jogadores mais novos. E aí surgiu a oportunidade de ir pro Grêmio. Eu tenho a honra e a gratidão de ter feito a minha base nesses três grandes clubes.”
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