A final da Superliga Masculina 25/26 deste domingo (10), no Ibirapuera, promove o reencontro de dois pilares da Seleção Brasileira em lados opostos da rede: o levantador Bruninho, pelo Vôlei Renata, e o central Lucão, pelo Sada Cruzeiro.
Maiores vencedores em atividade na decisão, os dois atletas chegam com uma bagagem cheia de conquistas. De um lado, o levantador comanda o sonho do título inédito para o Vôlei Renata. Do outro, o central defende a soberania do Sada Cruzeiro, que busca sua décima taça.
Mais do que um troféu, a partida coloca frente a frente dois “irmãos” que, juntos, conquistaram nada menos que 29 títulos ao longo da carreira, incluindo o ouro olímpico no Rio em 2016, e cinco troféus da própria Superliga.
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O xadrez tático da última final
O nível de intimidade entre os dois é tão alto que ambos utilizaram, em entrevista dada ao portal “Olímpiada Todo Dia”, as mesmas metáforas para descrever o último confronto, na final da Superliga Masculina 24/25:
“A gente se conhece muito bem. Ele sabe como eu gosto de me movimentar, minhas características. Vai ser um jogo de xadrez.”, disse Bruninho. Enquanto isso, Lucão reforçou que o desafio seria mental:
“É um jogo de gato e rato. Quem conseguir entender antes a mente do outro vai ter uma efetividade melhor. Ele é um excelente levantador, fica difícil de marcar.”, relatou Lucão.
Para manter o foco, Bruninho chegou a “cortar” o contato social nos últimos dias que antecederam a final de 2025. O levantador brincou que parabenizou a esposa de Lucão pelos 10 anos de casados, mas ignorou o amigo: “Essa semana vou levá-lo mais como adversário”.
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Amizade além das quadras
A relação entre eles foi selada em momentos de vulnerabilidade. Quando jogaram juntos no Modena, na Itália, Lucão descobriu que a esposa estava grávida. Sem falar italiano e em um país estrangeiro, Bruninho foi o “guardião” da família, levando-os ao hospital em emergências noturnas e servindo como tradutor.
A decisão no Ibirapuera coloca em jogo muito mais do que o oitavo título individual para Bruninho e o nono para Lucão, carregando missões históricas opostas para seus clubes: de um lado, a chance de Campinas conquistar o topo do vôlei nacional pela primeira vez. Do outro, a consolidação da hegemonia do Sada Cruzeiro com o seu décimo troféu.
Apesar da competitividade feroz esperada em quadra, a promessa é que o espírito de “negócios à parte” se encerre com o apito final, dando lugar ao abraço entre dois ícones que, para além da rivalidade momentânea, são os grandes arquitetos da vitoriosa história recente do vôlei brasileiro.
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