Ícone do vôlei e estrela internacional, Cristina Pirv é a convidada do Basticast desta semana. A romena relembra a infância durante o regime comunista, quando o esporte era, junto com o estudo, uma das únicas formas de sair do país.
Primeira romena a executar o saque viagem ainda nos anos 80, Cristina construiu uma carreira vitoriosa na Itália, onde foi protagonista e uma das maiores pontuadoras do campeonato disputando com a americana Keba Phipps, atleta que sempre admirou.
“Eu nasci dia 29 de junho. Dois mais nove dá onze. Eu sou mais do que dez, eu sou onze!”, declara para Lucas Lustoza e Mariana Mello justificando o porquê do número na sua camisa de ponteira.
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O Brasil entrou na vida de Cristina Pirv em 1997, e virou sua segunda casa. “Eu tinha um pré-contrato em Napoli, mas tinham duas americanas e disseram que teriam que romper o contrato. Nesse tempo chegou o Luizomar do Minas procurando uma atacante para levar para o time. Uma amiga me avisou que tinha um empresário do Brasil querendo me levar. Pensei: ‘mas é muito longe, será que eu vou?’
Cristina Pirv foi casada com Giba
A ligação com o país ficou mais forte quando Pirv se casou com Giba e teve dois filhos com o ex-jogador de vôlei. Nicoll teve seu nascimento transmitido pela TV Globo, enquanto o atleta estava na Olimpíada de Atenas. Cristina também conta que foi demitida ao revelar que estava grávida.
“Eu joguei quatro meses grávida e fui falar para o time (Asystel Novara) e eles me mandaram embora. Ganhamos a Copa Itália e três dias depois eles falaram: ‘não precisa mais vir aqui porque você atrapalha o time.’ Falaram que na Itália não podia jogar grávida, porque tem uma lei que não pode.”
Um mês depois que a Nicoll nasceu, Pirv já estava treinando, e em três meses e meio estava jogando a Copa dos Campeões pelo mesmo time que a dispensou.
“Depois o diretor, o mesmo que me demitiu, veio me pedir desculpas e pediu para eu voltar a jogar no time. O Giba não queria que eu voltasse, mas eu voltei porque eu acho que uma pessoa pode ter uma segunda chance”, revela.
Após encerrar a carreira por problemas no coração, Cristina atua na FIVB, é palestrante motivacional, e mantém uma academia de vôlei na Romênia, que já revelou atletas para a seleção do país.