Conhecida por sua força e potência nas quadras, Ariane, destaque do time de vôlei do Fluminense, provou que suas maiores vitórias recentes aconteceram fora das quatro linhas.
Convidada da semana do “Basticast“, a atleta protagonizou um episódio marcado por risadas, mas, acima de tudo, por uma profunda e emocionante aula de superação.
➡️ Veja os detalhes: Valeskinha e Fofão ministram clínica de vôlei em Jundiaí
➡️ Entenda a situação: Gabi está fora da terceira semana da Liga das Nações
A trajetória de Ariane no vôlei começou aos nove anos de idade de forma curiosa. Diferente de muitos atletas que sonham com o esporte desde os primeiros passos, ela não fazia ideia do que era a modalidade. Seu único objetivo? Passar mais tempo com as amigas mais velhas da escola.
“O professor Edson me perguntou se eu não tinha vontade de jogar vôlei. Eu respondi que nem sabia o que era. Ele me chamou para fazer um teste no dia seguinte e eu fui porque queria mesmo era estar com as minhas amigas,” relembrou a jogadora com bom humor.
No entanto, a jornada que começou como uma brincadeira de criança se transformou em uma carreira profissional que, anos mais tarde, cobraria um preço alto.
➡️ Adenízia no Basticast: Melhor jogadora da Superliga critica novas regras do vôlei
O peso da pressão e o papel fundamental da terapia
A saúde mental no esporte é um tema cada vez mais urgente, e o relato de Ariane joga luz sobre essa realidade muitas vezes invisível para a torcida. A pressão por resultados e a cobrança excessiva quase a fizeram abandonar o esporte.
A jogadora revelou que o início do último ano foi crítico. Janeiro marcou o ápice de um problema pessoal severo, que a fez repensar não apenas a sua carreira, mas a sua própria vida. Foi nesse momento que a rede de apoio profissional se mostrou o diferencial entre desistir e continuar.
O trabalho conjunto de sua terapeuta e de sua coach foi o pilar de sua recuperação. Vivendo um conflito interno entre desempenho e saúde, ela confessa que, mesmo fazendo uma boa campanha na temporada pelo Fluminense, “a cabeça estava muito mal”.
A virada de chave para superar esse momento sombrio veio diretamente desse cuidado profissional contínuo. Como a própria atleta garantiu: “Se não fosse o trabalho das duas eu não teria terminado a temporada.”
Foi através de um ano intenso de tratamento que a opressão deu lugar à gratidão. “Depois desse um ano de tratamento eu consegui entender que o vôlei salva vidas, e eu fui a prova disso,” afirma.
Aos 30 anos, ela reconhece o privilégio de ter conseguido buscar e receber ajuda a tempo. “Tem atletas que param muito antes porque a cabeça não aguentou, porque não tiveram suporte,” alertou.
Confira o episódio completo de Ariane no Basticast:
Para seguir os resultados de vôlei ao vivo, acompanhe o 365Scores. Lá você encontra todas as estatísticas e informações!





