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Hulk ainda não convence no Fluminense; veja os números

Hulk ainda busca se encontrar com a camisa do Fluminense. Contratado para ser uma das principais referências ofensivas da equipe, o atacante de 40 anos teve mais uma atuação ruim no empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, na última terça-feira (11), pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

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A partida no Maracanã foi mais um capítulo de um início irregular do camisa 7. Em 60 minutos em campo, Hulk finalizou três vezes, todas para fora, e terminou com apenas 0,15 de gols esperados (xG). Além disso, registrou 11 perdas de posse em 30 ações com a bola.

Produção ofensiva ainda é irregular

Os números dos primeiros jogos ajudam a dimensionar a dificuldade de Hulk para transformar participação em produção ofensiva. Nos sete jogos oficiais que disputou, o atacante soma 2,23 de xG e 0,88 de xA, além de um gol e uma assistência.

O gol aconteceu no empate com o Grêmio, de pênalti, enquanto a assistência veio na derrota diante do Vasco. Fora esses dois momentos, Hulk ainda não conseguiu participar diretamente de um gol em partidas oficiais pelo Tricolor.

Contra o Rivadavia, Hulk teve pouco impacto

Hulk - Fluminense
Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O jogo de terça-feira (11) reforçou a oscilação. Além dos três chutes para fora, Hulk teve 30 ações com a bola e perdeu a posse 11 vezes.

O aproveitamento nos cruzamentos também foi baixo: apenas um dos seis tentados encontrou o destino desejado.

Por outro lado, o atacante acertou 12 dos 14 passes que tentou, com 86% de aproveitamento, e deu dois passes decisivos. Os números mostram que Hulk participou da circulação da bola, mas teve dificuldade para transformar essa participação em perigo.

Bahia e Grêmio mostram o outro lado

O início do atacante, porém, não é marcado apenas por atuações de baixa produção. Contra o Bahia, Hulk teve seu melhor desempenho em termos de xG: 0,81, além de quatro finalizações, três delas no alvo. O problema foi a eficiência, já que desperdiçou duas grandes chances.

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Na rodada seguinte, contra o Grêmio, voltou a apresentar bons números: 0,87 de xG em 74 minutos, com três finalizações e duas no alvo. O atacante marcou de pênalti no empate em 1 a 1.

Volume também não tem significado gol

O confronto com o Bragantino é outro exemplo da diferença entre participação e eficiência. Hulk disputou os 90 minutos, teve 66 ações com a bola e oito finalizações, maior número entre os jogos analisados.

Mesmo com esse volume, não marcou. Foram cinco chutes para fora e três bloqueados, além de 22 perdas de posse.

A comparação mostra que o problema não é necessariamente a falta de participação. Hulk tem conseguido aparecer nas jogadas em determinados jogos, mas ainda encontra dificuldades para manter uma produção ofensiva consistente.

Hulk precisa recuperar regularidade

O início de Hulk pelo Fluminense, portanto, é marcado mais pela oscilação do que pela ausência total de produção. Há jogos em que o atacante finaliza bastante ou cria oportunidades, mas ainda falta transformar esses momentos em uma sequência consistente de boas atuações.

Com a decisão das oitavas da Libertadores ainda aberta, o Fluminense precisará de uma participação mais efetiva do atacante para avançar à próxima fase.

Números de Hulk pelo Fluminense

EstatísticaTotalMédia por jogo
Minutos34749,6
Gols10,14
Assistências10,14
Finalizações192,71
Finalizações no alvo50,71
xG*2,230,45
xA0,880,13
Passes decisivos81,14
Ações com a bola19728,1
Perdas de posse679,6
Dribles certos50,71

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João Pedro Cupello

Jornalista formado pela FACHA do Rio de Janeiro. Carioca apaixonado por futebol, basquete, e tudo que envolve o mundo dos esportes!

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