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Especialista de arbitragem analisa polêmicas em Mirassol x Cruzeiro; veja

Sem apitar um jogo do Brasileirão há mais de um ano, Bráulio Machado retornou já se envolvendo em lances polêmicos no empate por 2 a 2 entre Mirassol e Cruzeiro na quarta-feira (11).

O duelo ficou marcado por dois lances capitais: um pênalti em Matheus Pereira e a expulsão de Yuri Lara. Buscando esclarecer as polêmicas, o 365Scores convidou Paulo Caravina, especialista em arbitragem e dono da página “Sou do Apito“, para detalhar como foram os lances.

“O retorno de Bráulio Machado ao apito na elite do futebol brasileiro trouxe discussões que vão muito além do placar. Se a arbitragem brasileira busca novos rumos, a atuação vista em campo foi um passo atrás”, inicou.

“É preciso começar pelo lance capital: o pênalti. A decisão final foi correta, mas só aconteceu graças ao auxílio da tecnologia. No lance, Matheus Pereira dribla o defensor dentro da área e é claramente calçado. É evidente que o defensor leva o pé do atacante”, explicou.

“A imprudência do contato existiu e a falta tinha que ser marcada. Bráulio não viu a infração em campo, precisando que o VAR, operado por Paulo Renato Coelho, recomendasse a revisão para evitar um erro grosseiro”, concluiu.

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⚽️ Os dados preocupantes de bola rolando

Para além das decisões técnicas, a condução disciplinar e o dinamismo do jogo foram severamente criticados. O número mais alarmante envolve o tempo de bola rolando no segundo tempo, que foi inferior a 20 minutos.

“No entanto, o que torna a atuação bastante passível de críticas são os dados de frieza do jogo. Segundo levantamento exclusivo do nosso aplicativo, o segundo tempo teve exatos 18 minutos e 54 segundos de bola rolando”, explicou.

“Para o bom desenvolvimento do futebol brasileiro, é ruim que um árbitro da primeira divisão permita que um jogo da elite tenha menos de 20 minutos de disputa em uma etapa”, completou.

⏰ A gestão ruim de acréscimos

Foto: JP Pinheiro/Agencia Mirassol

O ponto final da análise recai sobre a gestão do tempo extra. Houve uma paralisação significativa para a análise de uma expulsão (também corrigida pelo VAR). O jogo ficou parado por quase seis minutos durante os acréscimos para esta checagem.

“Para encerrar, a gestão dos acréscimos feriu a regra do jogo. No lance da expulsão – que foi correta, mas apontada novamente pelo VAR e não pelo campo -, a partida ficou paralisada por quase seis minutos durante o tempo extra”, disse.

“Bráulio, no entanto, indicou apenas três minutos de acréscimo e apitou o fim do jogo antes mesmo dos minutos extras se completarem. A atuação no retorno chamou muita atenção e coloca uma lupa no trabalho do árbitro para os próximos jogos”, completou.

Veja a análise completa:

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Lucas Pires

Jornalista graduado pela ESPM Rio que, além de compartilhar histórias, gosta de mostrar o lado curioso delas. Redação voltada para futebol, esportes americanos e outros esportes.

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