PGR investiga investimento de R$ 300 milhões na SAF do Galo por suspeita de desvio e lavagem
A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma investigação sobre a movimentação de R$ 300 milhões feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinada à SAF do Atlético-MG.
A investigação foca no fundo Astralo 95, utilizado para injetar capital no Alvinegro. A suspeita é de que o montante tenha origem em desvios de dinheiro do próprio banco.
Segundo reportagem do portal Uol, assinada por Natália Portinari e Fábio Serapião, o fundo teria movimentado cerca de R$ 1,45 bilhão entre abril e maio de 2024.
Em nota oficial publicada nesta sexta-feira (16), o Atlético defendeu a regularidade do Galo Forte FIP, afirmando que o fundo de investimento é um veículo constituído legalmente, registrado na CVM e gerido de forma independente pela Trustee Distribuidora.
O clube destacou que não possui participação na gestão ou nas operações financeiras do fundo, reforçando que todos os aportes na SAF seguiram rigorosos padrões de legalidade por meio da Galo Holding.
O clube ainda reiterou que Daniel Vorcaro não possui mais qualquer vínculo administrativo ou estatutário com a instituição.
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Entenda o imbróglio financeiro
A PGR aponta contradições nas cotas do Galo Forte FIP, braço da Galo Holding (que detém 75% da SAF). Daniel Vorcaro consta como proprietário, mas, em dezembro de 2024, 20% das cotas foram transferidas para o Astralo 95.
Além do âmbito federal, o caso ganha contornos ainda mais graves no Ministério Público de São Paulo. Através da Operação Carbono Oculto, investiga-se se o aporte de Vorcaro serviu para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso por fraudes financeiras estimadas em R$ 12 bilhões. Diante do escândalo, o Atlético-MG convocou uma Assembleia Geral Extraordinária que resultou no afastamento imediato do banqueiro do Conselho de Administração da SAF.
Atualmente, o conselho segue operando com nomes como Rubens e Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador, mantendo a vaga de Vorcaro aberta até nova deliberação.
A assessoria do Atlético não se manifestou sobre o tema. A defesa de Daniel Vorcaro também não comentou sobre o assunto.
Confira a nota do Atlético-MG na íntegra:
“Em relação à matéria publicada pelo UOL, nesta sexta-feira (16), o Atlético esclarece que o Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia é um veículo de investimento devidamente constituído e regular, com funcionamento em conformidade com a legislação vigente e registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sob administração da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., instituição igualmente autorizada e fiscalizada pela CVM. O Clube não participa da gestão do fundo, tampouco tem ingerência sobre sua estrutura, cotistas ou operações financeiras. O Atlético ressalta que todos os aportes realizados na SAF seguiram os procedimentos legais, contratuais e de governança aplicáveis, tendo como contraparte a Galo Holding e seus veículos de investimento, sem qualquer envolvimento do Clube em decisões ou movimentações de natureza bancária, financeira ou investigativa relacionadas a terceiros. Por fim, o Atlético reitera que Daniel Vorcaro foi afastado do Conselho de Administração da SAF no último mês, conforme comunicado oficial divulgado, não exercendo qualquer função estatutária, administrativa ou de governança na SAF do Atlético. O Clube permanece acompanhando os desdobramentos do caso, à disposição das autoridades competentes.”
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